nas marcas do tempo
que traçaste ora aponta
o rumo do sonho que
almejamos por sermos
estrelas do universo
que seremos
nas marcas do tempo
que traçaste ora aponta
o rumo do sonho que
almejamos por sermos
estrelas do universo
que seremos
como de uma zona interdita
onde a alma pontifica reflexos
distantes mas sempre acesos
como se a linguagem fosse um
cèu de estrelas que ora determina
o rumo o norte o caminho do poema
como um lodo escuro sò visivel
quando as àguas da ria por contar
deixam de pulsar a melodia solar
que se reflecte no seu espelho anelante
por saberes que que não sabes que nada
dizes sobre o que ambos sabemos embora
possas dizer do nada que disseste a
insustentàvel transgressão que desagrega
qualquer elo de fragilidade impossìvel por
ser corrente de indivisivel devir
de neblina muito fresca a tombarem
na folhagem do prenùncio como se o
som que escuto pudesse ser a metàmorfose
do pàssaro
da madrugada a vincar o rumo
inevitavel da bruma que o vento
sibilino jà não tange
ou dissipa mas onde antes
obdece um ciclo interminàvel
por ser a vida onde sempre se
renova como num ventre de uma
mulher onde navega um barco invesivel
sem nenhum naufragio de vontade
filagranada da lava
deternura com que te
sorvo sem nunca deixar
que te petrifiques no espaço
intemporal da rotina bafienta
e sòrdida qur aniquila qualquer
corrente còsmica
para là da ilusão
sobre o delicado leito do sonho
ao encontro do barco do teu corpo
envolto na sombra de um rio impreciso
sem nenhuma cor das que jà foste
de sentir o frèmito
inicial do coração
como se vivesse o
momento que palpitava
nas mãos que me estendias
nas imagens que desfilam
vibrantes por entre memòrias
fulgurantes de luz e silêncio
que palavra alguma consegue
desenhar
duplo circular tentando inventar
o espaço lùdico na certeza de quem
veste a pròpria com roupagens de volùpia
lascivamete sob um sol de cinzas poder - se - à
imaginar ainda um botão de rosa e aspirar anelante
o seu aroma como quem beija um seio de ternura
do fràgil barco veleiro
morrendo da canção
màgoada diz o pungir
de desejo dos làbios
a queimar de beijos
que beija o ar e mais
nada
o seu sentido que daqui te
faço uma jura ou eu te levo
a sacristia ou foi Deus servido
dar me mar a sepultura
este mar
que sò acaba nos cèus
ou nem là tem o seu fim
ou hei de eu acabar ou
ha de querendo Deus ele
em mim
abafa o medo de possuìr demònios
nas veia enroscascam em forma de
torpedo
olhos de sereia luzindo luzindo
ao amado sol a mais pròspera
boleia rebolo no teu cdrpo na tua
pele doce e macia
que murcham no meu coração
sofrem de angùsta respiram
espasmos com medo de morrer
de mecânica velocidade tapando o horizonte com violentos leques de retórica ò meu amor ainda vivo eu quero ser a tua voz lúcida e ardente pa...