è a treva acaba !
e a si mesma não digas !
sentinela absurda vigiamos
inícios dos contendentes
uns sobre o frio outros no ar brando
aguardam o posto e essência sua
è a treva acaba !
e a si mesma não digas !
sentinela absurda vigiamos
inícios dos contendentes
uns sobre o frio outros no ar brando
aguardam o posto e essência sua
virgem inumerável finalmente
vê o Deus que conhece sò o que
a brisa traz se ouve na brisa o que
pensamos seja amor ou deuses
passa porque passamos
que pouco tarda
que è qualquer vida ?
breves sòis e sono
quanto pensas emprega
em não mitos pensares
ao nauta o mar obscuro
è rota clara
tu na confusa solidão da vida
a ti mesmo te elege
( não sabes de outro )
o porto
vosso medo de olhar a quem
vos olha vosso não conhecer - vos
tudo quanto vòs sòis que vos assemelha
à vida universal que vos esquece dà carinho
de amor a quem vos ama por serdes não lembrando
quanta igual mocidade eterna praia de Cronos pai
injusto da justiça quebrou deixando a sò memória um
branco som de espuma
olhando com a vista
de quem a um filho
olha goza incerto
a não pensada vida
das fingidias fronteiras
a mudança o arado não tolhe nem o em padece
por que concílios se o destino rege dos povos
pacientes pouco mais no presente do futuro
que as ervas que arrancou seguro vive a antiga
vida que não torna e fica filhos diversa e sua
que dispõem não posso contra eles
o que deram aceito sem mais nada
assim o trigo baixa ao vento
e quando o vento cessa ergue - se
que um momento ergue
as lisas rodas do meu carro
aterra meu coração tudo
quanto me ameace de mudar - me
para melhor que seja odeio e fujo
deixa - me os deuses minha vida
sem renovar meus dias mas que um
passe e outro que passe ficando eu sempre
quase o mesmo indo para velhice como
um dia entra no anoitecer
de mecânica velocidade tapando o horizonte com violentos leques de retórica ò meu amor ainda vivo eu quero ser a tua voz lúcida e ardente pa...