nas marcas do tempo
que traçaste ora aponta
o rumo do sonho que
almejamos por sermos
estrelas do universo
que seremos
nas marcas do tempo
que traçaste ora aponta
o rumo do sonho que
almejamos por sermos
estrelas do universo
que seremos
como de uma zona interdita
onde a alma pontifica reflexos
distantes mas sempre acesos
como se a linguagem fosse um
cèu de estrelas que ora determina
o rumo o norte o caminho do poema
como um lodo escuro sò visivel
quando as àguas da ria por contar
deixam de pulsar a melodia solar
que se reflecte no seu espelho anelante
por saberes que que não sabes que nada
dizes sobre o que ambos sabemos embora
possas dizer do nada que disseste a
insustentàvel transgressão que desagrega
qualquer elo de fragilidade impossìvel por
ser corrente de indivisivel devir
de neblina muito fresca a tombarem
na folhagem do prenùncio como se o
som que escuto pudesse ser a metàmorfose
do pàssaro
da madrugada a vincar o rumo
inevitavel da bruma que o vento
sibilino jà não tange
ou dissipa mas onde antes
obdece um ciclo interminàvel
por ser a vida onde sempre se
renova como num ventre de uma
mulher onde navega um barco invesivel
sem nenhum naufragio de vontade
de mecânica velocidade tapando o horizonte com violentos leques de retórica ò meu amor ainda vivo eu quero ser a tua voz lúcida e ardente pa...