Era uma árvore em pássaros em metáforas
sem frutos a ocupar a terra era o vazio
uma poça de sangue a coagular luas
dias o horto do poema / arrumo o lugar
da mesa transgredindo os objectos dizem
me que a escrita o cenário a respiração
transfigurada pelo epitáfio da linha curva
linhas sem sílabas um quase pulmão
sem música um esboço de renúncia
abre a porta e depõe a solidão na luz

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