o que suspeita sem ferir o que abre as
feridas descendo descendo das vinhas
para o rio o teu corpo aparece muitas
vezes nos espelhos nos espelhos è como
uma tarde de inverno sobre as coisas que
matam esquece onde eu esqueço ainda esse
sinal sem lugar nem voz reinventa a história
do mundo por verso apenas reabre o tempo
abre as janelas os vidros deixa ver a manhã
que nos desperta

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