segunda-feira, 26 de setembro de 2022

chamo amor

de profundas veias essa  relação

viva entre os homens se ela houvesse

e não esta relação de anónima indiferença

e de vaga identidade flutuante sem cópula

e sem os templos brancos com jardins


de um ócio voluptuoso

è por isso que estamos condenados


a solidão de não pertencermos a dilatada força

que constitui um Universo  Projecta um Horizonte


de Humanidade Viva em floração unânime


somos apenas cúmplices  da nossa inabilidade e dos ornamentos

com que a revestimos para parecer o que somos e ser quem parecemos
 

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