a tua ausência apenas o coração
pulsando a solidão antes de ti
quando o teu rosto doía no meu
rosto e eu descobri as minhas mãos
sem as tuas e os teus olhos não eram
mais que um lugar escondido onde
primavera refaz o seu vestido de corolas
e não havia nome para tua ausência mas
tu vieste do coração da noite dos braços
da manhã dos bosques de Outono
tu vieste e acordas todas as horas
preenches todos os minutos
acendes todas as fogueiras
escreves todas as palavras
um canto de alegria desprende - se dos meus dedos
quando toco o teu corpo e habito em ti e a noite não existe
porque as nossas bocas acendem na madrugada uma aurora
de beijos
oh meu amor doem - me tanto os braços de te abraçar
trago as mãos acesas a boca desfeita e a solidão acorda
em mim um grito de silêncio quando o medo de te perde
è um corcel que pisa os meus cabelos e se perde depois
numa estrada deserta por onde caminhas nua

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