não è o fruto
a térrea
quotidiana
abnegada sombra
no inverso do suor colhida
no avesso da mão guardada
há a estação dos frutos
ninguém celebra celebra a estação
das sombras
assim o amor e a paixão
um fruto outro sombra
a suave mordedura do fruto em tua boca
mas do que entrar em ti eu quero ser tu
o que em mim espanta não è a obra do tempo
mas a viagem do sol na seiva da árvore
à arte da mangueira è a veste da sombra
embrulhado no ventre solar
para o homem vale a polpa
para terra sò a semente conta

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