terça-feira, 20 de setembro de 2022

Manhã

estou

e um breve instante

sinto tudo

sinto - me tudo

deito - me no meu corpo

e despeço - me de mim

para me encontrar

no próximo olhar

Ausento - me da morte

não quero nada


eu sou tudo

respiro - me atè a exaustão

nada me alimenta

porque sou feito de todas as coisas

e adormeço onde tombam a luz e a poeira

a vida

ensinaram - me assim

deve ser bebida

quando os lábios estiverem já morto

educadamente mortos


 

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