domingo, 25 de setembro de 2022

nada fica

nada somos um pouco ao sol

e ao ar nos atrasamos da irrespirável

treva que nos pese da húmida terra

imposta cadáveres adiados que procriam

leis feitas estátuas vistas odes findas

tudo tem cova sua se nòs carne a que um

instinto sol dà sangue temos poente porque

não elas somos contos cantando contos
 

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