sábado, 17 de setembro de 2022

Nenhuma morte

apagará os beijos e por dentro das casa

onde nos amamos ou pelas ruas clandestinas

da grande cidade livre estarão sempre vivos 

os sinais de um grande amor esses densos sinais

do amor e da morte com que se vive a vida


a aì estarão de novo as nossas mãos

e nenhuma dor será possível onde


nos beijamos eternamente apaixonados

meu amor eternamente livres prolongaremos


em todos os dedos os nossos gestos e profundamente

no peito dos amantes a nossa alma líquida e atormentada


desvendará em cada minuto o seu segredo para que este

este amor se prolongue e noutras bocas ardam violentos 


de paixão os nossos beijos e os corpos se abracem mais

se confundam mutuamente violando - se violentando - se

a noite para que o outro dia afinal seja possível
 

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