quinta-feira, 15 de setembro de 2022

oh

a poesia de tudo o que è geométrico
e perfeito a beleza nova dos maquinismos
à força secreta das peças o contacto liso
e frio dos metais a segura confiança do saber
que è assim exactamente sem lugar a enganos
tudo matemático e harmonioso sem nenhum
imprevisto sem nenhuma aventura como na cabeça 
do engenheiro                  


os operários tem nos músculos  de cor os movimentos
dia a dia repetidos è como se fossem da sua natureza
longe de toda vontade e de todo o pensamento como

 se os metais fossem carne do corpo e as veias se abrissem
aquela vida estranha dura implacável das maquinas
    
os motores de tantos mil cavalos alinhados e seguros de si
do seu poder as articulações subtis justos da engrenagem
a fabrica todo o imenso corpo de movimento concordantes
dependentes necessários








 

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