domingo, 18 de setembro de 2022

Sabedoria

não me bastava  ser

eu quero o transbordar

de tudo o desassombro 

que toda margem desconhece

não me basta morar


quero ser habitado

por quem o destino desobedece


não me basta viver

quero a vida como febre


o amor como lume e água

no final saberás o que se ama

não regressa

o que se vive não começa

e o sonho nunca tem pressa

 

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