eu quero o transbordar
de tudo o desassombro
que toda margem desconhece
não me basta morar
quero ser habitado
por quem o destino desobedece
não me basta viver
quero a vida como febre
o amor como lume e água
no final saberás o que se ama
não regressa
o que se vive não começa
e o sonho nunca tem pressa

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