amanhece è tarde anoitece
mas em nòs que nos importa
ser amanhã meio - dia ou noite ? !
... sonâmbula a vida decorre nas ruas
a paz larva dos grandes cemitérios
dentro de nòs cada um apodrece
os sobressaltos que as ilusões de sonhos
se desfaçam e as esperanças morram
todas nessa hora !
acorda !
ainda que o caminho a percorrer
te espante e o peso da obra a realizar
te esmague !
ainda que acordar seja morrer depois aos poucos
em cada movimento dolorosamente
enchem - se títulos vibrantes os jornais mas tudo
è tão longe ... passamos por homens e não se conhecem
boa tarde ! bom dia !
cada um fechado nas suas fronteiras e os gestos vazios
a vida sem sentido sonambulismo apenas
acorda !
ainda que seja sò para sangue lento o olhar
se lhe incendeia respira fumo e fogo
embriagada a deusa de alma vasta e sossegada
ei - la presa das fùrias de medeia !

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