sò pinhais matos
charnecas e milho
para fome dos olhos
para là da serra o azul
de outra serra ainda
e o mar ? e a cidade ?
e os rios ?
caminhos de pedra sulcados
curtos e estreitos onde chiam
carros de bois e há poças de chuva onde ficava
o mundo ? nem a alma sabia julgar mas vieram
engenheiros e maquinas estranhas
em cada dia o povo abraçava outro povo
e hoje a terra è livre e fácil como o céu
das aves a estrada branca e menina
è uma serpente ondulada e dela nasce a sede
da fuga como águas dum rio

Sem comentários:
Enviar um comentário