eu morei em ti e em ti meus versos procuram
voz e abrigo e em ti guardei meu fogo meu
desejo construí a minha casa porém não sei
das tuas mãos
teus lábios perderam - se entre palavras
duras e precisas que tornaram a tua boca fria
e a minha boca triste como um cemitério de beijos
mas recordo a sede unindo as nossas bocas
mordendo o fruto das manhãs proibidas
quando as nossas mãos surgiram por detrás de tudo
para saudar o vento e vejo teu corpo perfumando a erva
e os teus cabelos soltando revoadas de pássaros
que agora se recolhem quando a noite se move nesta casa
onde guardo o teu nome

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