sábado, 24 de setembro de 2022

um céu e nada mais

que sò um temos como neste

sistema sò um sol mas luzes 

a fingir dependuradas em abóbada

azul como de tecto e seu número

tal que deslumbrados mera os teus


olhos se tais mostrasse amor tão de ribalta azul

como de circo  e dança e tão comigo trapézio


poema em alto risco e um levíssimo toque de mistério

pega na lantejoulas a fingir de sòis mal descobertos


e lança agora a âncora no coração que não te assuste

o som desse trovão que ainda agora ouviste era de deus


a sua voz o mito era um anjo por demais caído  mas de verdade

natural fenómeno a invadir - te as veias e o cérebro tão frágil


como álcool tão de potente e liso como o álcool impelindo

do céu e das estrelas imensas e fingir e penduradas sobre


abóbada azul se te mostrasse amor a cor de pesadelo que por aqui passou

agora mesmo um céu e nada mais que nada temos que não seja esta angùstia


de mortais e a maldição da rima já agora a invadir  poema em alto risco

e a dança no trapézio proibido sem rede deus ou lei nem musica de dança


nem sequer inocência de criança amor nem inocência um céu nada mais

 

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