sexta-feira, 16 de setembro de 2022

porque

me negas o que não te peço

a flor que ès não a que dàs

eu quero porque me negas

o que não te peço

tempo há para negares

depois de teres dado

flor sê flor !


se te colher avaro a mão em fasta esfinge

tu perene sombra errarás absurda  buscando


o que não deste

 

a nada imploram

tuas mãos já coisas

convencem teus lábios

já pados no abafo soterrâneo

da ùmida imposta terra

sò talvez o sorriso em que amavas

te embalsama remota e nas memórias

 te ergue qual eras

hoje cortiço apodrecido e o nome

que o teu corpo usou vivo na terra

como uma alma não lembra a ode


grava anônimo um sorriso
 

Homem um corpo

choro !

aqui dizei na cova

que me abeiro

não està quem amei

olhar nem riso


se escondem nesta leira

ah mas olhos e boca aqui se escondem !


mãos apertei não alma e aqui jazem

Homem um corpo choro !
 

a vida

mais vil antes que a morte

o sono è bom pois despertamos

dele para saber que è bom se não

e não è sono enquanto em nòs è

nosso a refusemos enquanto em

nossos corpos condenados dura

do carcereiro a licença indecisa

 a morte que desconheço quero

e as flores que colho que te entrego

volvais de um pequeno destino
 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

quem diz ao dia

dura !

è a treva  acaba !

e a si mesma não digas !

sentinela absurda vigiamos

inícios dos contendentes


uns sobre o frio outros no ar brando

aguardam o posto e essência sua
 

ninguém vê o Deus que conhece

ninguém na vasta selva

virgem inumerável finalmente

vê o Deus que conhece sò o que

a brisa traz se ouve na brisa o que

pensamos seja amor ou deuses

passa porque passamos

 

sereno aguardo o fim

aguardo o fim

que pouco tarda

que è qualquer vida ?

breves sòis e sono

quanto pensas emprega

em não mitos pensares

ao nauta o mar obscuro


è rota clara


tu na confusa solidão da vida

a ti mesmo te elege


( não sabes de outro )

o porto
 

Ò vorazes Vozes

de mecânica velocidade tapando o horizonte com violentos leques de retórica ò meu amor ainda vivo eu quero ser a tua voz lúcida e ardente pa...