a flor que ès não a que dàs
eu quero porque me negas
o que não te peço
tempo há para negares
depois de teres dado
flor sê flor !
se te colher avaro a mão em fasta esfinge
tu perene sombra errarás absurda buscando
o que não deste
a flor que ès não a que dàs
eu quero porque me negas
o que não te peço
tempo há para negares
depois de teres dado
flor sê flor !
se te colher avaro a mão em fasta esfinge
tu perene sombra errarás absurda buscando
o que não deste
convencem teus lábios
já pados no abafo soterrâneo
da ùmida imposta terra
sò talvez o sorriso em que amavas
te embalsama remota e nas memórias
te ergue qual eras
hoje cortiço apodrecido e o nome
que o teu corpo usou vivo na terra
como uma alma não lembra a ode
grava anônimo um sorriso
aqui dizei na cova
que me abeiro
não està quem amei
olhar nem riso
se escondem nesta leira
ah mas olhos e boca aqui se escondem !
mãos apertei não alma e aqui jazem
Homem um corpo choro !
o sono è bom pois despertamos
dele para saber que è bom se não
e não è sono enquanto em nòs è
nosso a refusemos enquanto em
nossos corpos condenados dura
do carcereiro a licença indecisa
a morte que desconheço quero
e as flores que colho que te entrego
volvais de um pequeno destino
è a treva acaba !
e a si mesma não digas !
sentinela absurda vigiamos
inícios dos contendentes
uns sobre o frio outros no ar brando
aguardam o posto e essência sua
virgem inumerável finalmente
vê o Deus que conhece sò o que
a brisa traz se ouve na brisa o que
pensamos seja amor ou deuses
passa porque passamos
que pouco tarda
que è qualquer vida ?
breves sòis e sono
quanto pensas emprega
em não mitos pensares
ao nauta o mar obscuro
è rota clara
tu na confusa solidão da vida
a ti mesmo te elege
( não sabes de outro )
o porto
de mecânica velocidade tapando o horizonte com violentos leques de retórica ò meu amor ainda vivo eu quero ser a tua voz lúcida e ardente pa...