domingo, 18 de setembro de 2022

A tua boca

a tua boca a tua boca

oh tambèm a tua boca

um túnel para a minha noite

um poço para a minha sede

os fios dormentes de água


a tua lìngua solta num grito

cor de rosa


e a minha lìngua sorve e canta


e os meus dentes sorvem derramando seiva

da tua primavera sem palavras


o poema inquieto e livre que a tua boca oferece

à minha boca as loucas bebedeiras de ternura


por essa viagem atè ao sangue os beijos como fogueiras

as línguas como rosas

oh a tua boca para a minha boca



 

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