segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Poema da despedida

não saberei nunca dizer

adeus

afinal sò os mortos

sabem morrer

resta ainda tudo

sò nòs não podemos ser

talvez o amor

neste tempo seja ainda cedo

não è este sossego que eu queria

este exílio de tudo


esta solidão de todos

agora não resta de mim


o que seja meu e quando tento o magro invento

de um sonho todo o inferno me vem à boca


nenhuma palavra alcança o mundo eu sei

ainda assim escrevo
 

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