felizes cujos corpos
sob as árvores jazem
na ùmida terra que nunca
mais sofrem o sol ou sabem
das doenças da lua
verta Eolo a caverna inteira
sobre o orbe esfarrapado
lance Neptuno em cheias mãos
ao alto as ondas estoirando
tudo lhe è nada e o próprio pegureiro que passa
finda a tarde sob a árvore onde jaz quem foi a sombra
imperfeita de um deus não sabe que os teus passos
vão cobrindo o que podia ser se a vida fosse sempre
vida a glória de uma beleza eterna

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