segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Soneto de devoção

essa mulher que se arremessa

fria e lúbrica nos meus braços

e nos seios me arrebata e me

beija e balbucia  versos e nomes

feios

essa mulher flor de melancolia

que se ri dos meus pálidos receios 

a única quem dei os carinhos que

 a outra não daria

essa mulher que a cada amor proclama


a miséria e a grandeza de quem ama e guarda

a marca dos meus dentes nela


essa mulher è um mundo !

uma cadela talvez ... mas na moldura de uma cama


nunca mulher  nenhuma foi tão bela !
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Ò vorazes Vozes

de mecânica velocidade tapando o horizonte com violentos leques de retórica ò meu amor ainda vivo eu quero ser a tua voz lúcida e ardente pa...